Saturday, 13 August 2011

Quando muito ainda é pouco

Se você quisesse, você teria me ligado. Se eu quisesse, eu teria ligado. Mas eu cansei. Cansei de correr atrás. Cansei de me importar. Cansei de tentar entender esse seu comportamento. Como eu já disse, se você quisesse, teria me ligado. Mas pelo visto você não se importa. Um mês sem falar comigo é como se não fosse nada e o pior é que você está de férias, que durarão até amanhã.

Não me importo completamente com o fato de você não me ligar e sim com o fato de que antes você o fazia com mais frequência. O que mudou? Você. Já sinto que não é mais o mesmo, que eu não tenho tanta importância assim na sua vida. Infelizmente. Eu sinto saudade, muita saudade, dos momentos em que passamos juntos. Eu me recordo de todos, claramente. Eu me sentia feliz, eu me sentia alegre, completa. Eu sinto falta de me sentir completa. Falta um pedaço enorme aqui em mim. Eu estou conseguindo sobreviver durante esse tempo, mas apenas sobreviver. Tenho tanta coisa pra fazer ultimamente que não tenho me lembrado das minhas preocupações. Eu acho isso ruim, sabe? Essa coisa de “viver” alienada.

Eu até podia resgatar nossos momentos, mas percebo que você não quer mais. Antes era mágico, era lindo e só me dou conta agora, quando tudo dói. São esses momentos que doem. Como faço para esquecê-los? Como faço pra esquecê-los ou deixá-los apenas fotografados? Você foi a primeira pessoa que cuidou de verdade de mim. Que me escutou quando eu mais precisava e me desculpou (ou eu penso que desculpou) pelas coisas grossas que eu disse. Esquecer uma pessoa que me dá conforto dói. Então por que eu deveria esquecer? Porque eu sei que os tempos sem te ver se tornarão cada vez maiores e eu vou precisar me controlar. Será que o tempo vai conseguir fechar o vazio da minha alma?

Eu não queria ser assim, eu estou tentando mudar, mas eu simplesmente sou o que minha alma diz. Não estou agindo por impulso, tanto que se estivesse não hesitaria em te ligar. Estou tentando entender que não sou a única pessoa na sua vida.

Eu fico me perguntando se você já sabia disso tudo, se já sabia que eu era assim, tão confusa. Eu também não sei se você já sabia que eu sou obcecada por você (tentando me controlar na medida do impossível). Eu sei que você não gosta de nada disso, então por isso eu sempre guardo tudo pra mim. E que agora, me corrói, de um certo modo. Não, eu nunca pedi que gostasse de mim, que tentasse me agradar, que tudo fosse recíproco. A nossa amizade apenas aconteceu de um modo inesperado. E foi também assim que eu comecei a precisar de você. Se eu tivesse uma garantia de te ver a cada mês eu ficaria extremamente feliz. Minha via iria ter sentido a cada mês, pelo menos.

(estou com sono, vou dormir e a propósito, são 12:12 aqui no relógio)

Thursday, 11 August 2011

Um pouco do meu subconsciente.

Meus oito anos

Cassimiro de Abreu

Oh! Que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! Dias de minha infância!
Oh! Meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar!

Oh! Que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Epigrama (I)

Gregório de Matos

Que falta nesta cidade? Verdade.
Que mais por sua desonra? Honra.
Falta mais que se lhe ponha? Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste socrócio? Negócio.
Quem causa tal perdição? Ambição.
E no meio desta loucura? Usura.

Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.

Quais são seus doces objetos? Pretos.
Tem outros bens mais maciços? Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos? Mulatos.

Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos.

Quem faz os círios mesquinhos? Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas? Guardas.
Quem as tem nos aposentos? Sargentos.

Os círios lá vem aos centos,
E a terra fica esfaimando,
Porque os vão atravessando
Meirinhos, guardas, sargentos.

E que justiça a resguarda? Bastarda.
É grátis distribuída? Vendida.
Que tem, que a todos assusta? Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

Que vai pela clerezia? Simonia.
E pelos membros da Igreja? Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha? Unha

Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha.

E nos frades há manqueiras? Freiras.
Em que ocupam os serões? Sermões.
Não se ocupam em disputas? Putas.

Com palavras dissolutas
Me concluo na verdade,
Que as lidas todas de um frade
São freiras, sermões e putas.

O açúcar já acabou? Baixou.
E o dinheiro se extinguiu? Subiu.
Logo já convalesceu? Morreu.

À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece:
Cai na cama, e o mal cresce,
Baixou, subiu, morreu.

A Câmara não acode? Não pode.
Pois não tem todo o poder? Não quer.
É que o Governo a convence? Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

As sem-razões do amor

Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

José

Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?

Vou-me embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Caio Fernando Abreu

“Eu te amo. Mesmo negando. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo não olhando mais nos teus olhos. Mesmo não ouvindo a tua voz. Mesmo não fazendo mais parte dos teus dias. Mesmo estando longe, eu te amo. E amo mesmo. Mesmo não sabendo amar.”

“Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Ontem eu quis desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez enquando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim!"

“Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.”

“Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”

“A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.”

Sunday, 24 July 2011

Pro dia nascer feliz.

Tá tudo secando. Secando a pele do meu braço, da perna, da orelha, do rosto, do pé... tudo. Eu não sei como isso foi acontecer, mas está piorando muito. Eu nunca tive problemas com secura, mesmo que aqui seja muito seco nessa época. O que não justifica, pois ano passado passamos quase 4 meses sem chuva e eu não fiquei desse jeito. Naquela época eu nem bebia tanta água e agora, mesmo bebendo, parece não adiantar. Só de passar a mão no meu pé quando ele está úmido a pele “sai”. A pele do braço está meio esbranquiçada. Tenho que passar remédio todo dia na boca pra ela não rachar. Acho que pelo fato de ter gordura considerável na perna, não dá pra perceber tanto assim. Minha orelha, quando passa a mão, também descasca. Minha cara, devido ao tratamento de acne, está imóvel.

Pra mim, o que está acontecendo com o rosto não tem nada a ver com o resto do corpo, pois a pele do braço, da boca, perna, orelha, está assim há algum tempo. Hoje, pra piorar, apareceram umas bolinhas vermelhas na minha coxa e, segundo a minha mãe, é porque a pele está seca. Difícil acreditar, pois, segundo o que andei pesquisando, pode ser fruto da minha dor de cabeça – explicarei. O pior é que quando coça, aparecem mais.

Estou com uma dor de cabeça insuportável desde março/abril, período em que viajei para Gramado. Foi uma mistura super desagradável de queima de carvão para aquecimento, um tempo puta frio e úmido. Fiquei com resfriado/rinite/gripe desde que pus o pé lá e só melhorei quando voltei pro clima seco e quente daqui. Posso dizer que a dor de cabeça começou a ficar insuportável exatamente em maio, quando eu acordava, fazia minha rotina matinal e ia pro colégio. No momento em que eu abaixava a cabeça pra copiar até as 9:50 (meu intervalo), minha cabeça latejava e só parava porque, depois de um tempo descobri que, de alguma maneira, tomar um arzinho e sol faz com que a dor diminua. Procurei comer mais pra ver se era falta de comida, adiantava só um pouco. Dormi mais cedo pra ver se era sono e só descobri nas férias que eu posso dormir o quanto eu quiser, se eu abaixar a cabeça, vai doer. Mudei de lugar. Fiz de tudo pra ver se a dor parava. Nada, nada. A alternativa que eu encontrei foi que toda vez que eu sentisse muita dor, tomaria remédio. Antes até que não era todo dia, mas no momento em que passei uma semana sentido que minha cabeça ia explodir, vi que inibir uma dor e criar outra não ia adiantar nada, só ia piorar, na verdade, criando outro problema (inclusive este de período longo cheio de vírgulas, hehe). Minha mãe agora diz que isso tudo que está acontecendo é resultado do remédio que eu parei de tomar há 3 meses. Difícil de acreditar também.

Esses dias das férias fui umas 3 vezes ao hospital (não, eu não tenho fetiche pelo número 3, mas é que eu fui pelo menos 3 vezes tentar descobri o que eu tinha) e sempre trataram como se fosse sinusite, até descobrirem que não era. Fiz tomografia dos seios da face e da cabeça, só pra descobrir que eu tenho um milimétrico desvio de septo (o que eu já sabia) e pra descobrir mais porra nenhuma, porque eu não tenho sinusite (o que eu também quase tinha certeza que sabia).

No último médico que eu fui, ele fez análise pra ver se eu tinha meningite, mas não né coléga, até eu que não passei longos anos cursando medicina sei descobrir quando alguém tá com meningite ou não. Se eu sinto dor na nuca faz quase 2 meses e tivesse meningite eu estaria num necrotério e não aqui. Depois me passou um remédio pra dor, coisa que eu disse também que não queria porque eu já tenho um arsenal de analgésicos em casa. Enfim, depois pediu pra eu fazer a tal da tomografia pra descobrir que eu tenho um cérebro (que bom).

Segunda vou a um neurologista, mas pelo visto vou ter que ir a um endocrinologista também, por enquanto (até descobrirem que eu tenho que ir pra outro "logista" da vida). Antes era só dor de cabeça, daí agora me aparecem essas bolinhas e meu pé começa a fazer esfoliação automaticamente (sendo que ele sempre foi seco, sem possibilidade de sair pele por aí). Na verdade, vou ao neurologista porque quinta feira eu entrei em semi desespero ao descobrir que tenho um nódulo, caroço, íngua, sei lá que diabos é isso, na minha nuca. Eu nunca tinha percebido essa coisa. O pior é que eu fiquei mexendo e depois de certo tempo começou a doer exatamente onde eu sinto dor de cabeça e onde uma veia pulsa loucamente as vezes que chega a doer. O caroço que é bom não dói, não sai do lugar e só aparece quando eu abaixo a cabeça (é invisível ao olho nu quando eu estou na postura normal e só tocando pra ver que ele tá lá). Eu só descobri porque estava tentando fazer uma auto massagem na minha nuca e daí: tadan. Saí procurando loucamente na internet sobre o que podia ser e, cada vez que eu procuro, mais eu me decepciono. Se bem que antes eu achava que era câncer e ainda bem também que eu diminuí o meu nível de ignorância e descobri como é um câncer de verdade. Aí estou com medo de ser aneurisma por conta da veia que pulsa (dá pra vê-la pulsando, é bem na testa). Também estou com medo de ser um problema no nervo trigêmio, porque eu não sei o que merdas isso significa. Pode ser também problema no sistema linfático e ser um linfoma e eu também não sei o que isso significa. Pode ser também um monte de coisas, mas só essas realmente me assustam. Calma, se não for nada eu também vou ficar assustada, porque eu não vou acreditar. Meu exame de sangue deu Potássio abaixo da média, mas estou tentando repor comendo duas bananas por dia. Deu hemácias abaixo da média, mas o tio de branco disse que tava de boa. Eu não me lembro dos linfócitos porque eu não me lembro de ter feito análise pra saber disso e a droga do meu exame foi abduzido (acho que minha cachorra comeu junto com o desenho).

Friday, 22 July 2011

Minha cachorra comeu o desenho feito de katchup.

Eu queria que ano que vem chegasse. Desde pequena tive essa necessidade de ver anos à frente. Não me arrependi quando os anos chegaram, mas também minhas expectativas em relação a eles não corresponderam àquilo que eu imaginava. Talvez porque, com o decorrer dos anos, eu fui mudando meu modo de pensar e de me comportar. Antes eu não sentia meus sentimentos, não me importava com ninguém, vivia dentro de uma bolha, brincava sozinha, odiava quase todo mundo, os colegas que tinha era fachada e mantinha só por conveniência, estudava, estudava, estudava e nada mais importava, isso até eu conhecer a Lana, a Maisa e o Rafael. Não posso afirmar que mudei completamente de lá pra cá, nem dizer que foi bom ou ruim. Ainda guardo na essência algumas coisas que antes eu mostrava com extravagância, como uma agitação externa louca quando estou feliz. Quando eu estou feliz sinto vontade de deixar todo mundo feliz também, em vão. Quando estou triste a única coisa que eu preciso é de um ombro pra chorar, chorar, chorar até a dor passar. Também parei de ser aquela pedreira máster e de ter coragem de pegar qualquer um; não consigo dizer tantas coisas aleatórias como antigamente por não ter mais tempo de pesquisá-las ou inspiração o suficiente. Sinto falta disso tudo. Não sei como no meio do caminho fui perdendo essas coisas que considero boas ou que em grande parte resolvem a maioria dos meus problemas atuais. Talvez depois que eu mudei de colégio, estudei tanto que esqueci como eu era.

Eu queria que ano que vem chegasse porque vou poder estudar de novo com o amor da minha vida. Mas daí, fico pensando: e se ele achar o amor da vida dele? Se todos os nossos planos de morar juntos, de viajar pelo mundo, de fazer curso de culinária, fotografia, pintura, vários cursos de línguas estrangeiras forem destruídos? Se eu deixar de ir pra UNICAMP só pra poder ter a quem recorrer nos momentos de surto e desespero e depois tudo que há entre a gente acabar com o tempo, com o trabalho, com a vida?

Eu quero, pelo menos dessa vez, ao desejar que o próximo ano chegue logo, que minhas expectativas sejam correspondidas. Não importa quantos problemas de saúde eu tenho e posso vir a ter, eu só vou precisar de alguém pra abraçar enquanto eu estiver aqui.

Estou com saudade dele. ._.

Saturday, 16 July 2011

-

Não posso negar que já tive as melhores oportunidades e os melhores momentos pra que eu agisse. Antes era falta de coragem, de certeza; eu tinha medo. Agora eu não tenho medo, eu tenho certeza, eu tenho coragem. Nada que me impedia antes, me impede agora. Agora é como se todos os meus medos anteriores tivessem sumido e as certezas é que me deixam estática. Eu tenho certeza que vai ser recíproco. O que me impede agora é que algo lateja e diz: eu não posso, ele é meu amigo, meu melhor amigo, a única pessoa no mundo que eu confio de verdade, aquela que sempre me dá apoio emocional, SEMPRE, aquela pessoa que me dá forças quando eu mais preciso, me protege com o seu abraço, me acalma com sua mão ligeiramente espessa, mas espessa de tal maneira que é delicada e que, como uma mágica, me tranquiliza, aquela que possui um cabelo sedoso e me transporta pra um nível de felicidade inexplicável. Manter uma amizade é muito mais fácil que manter um relacionamento amoroso, pelo menos a meu ver.

Ontem eu tive a certeza que toda vez que eu tiver medo, ele estará perto de mim pra me abraçar, colocar a mão no meu ombro e dizer “calma, V, calma”. Tive a certeza também de que a única coisa que eu preciso dele é a companhia.

Thursday, 7 July 2011

Vômito

Vida escolar

Eu podia começar falando que eu gosto de tintas, de tentar fazer coisas malucas na cozinha, de cuidar do jardim daqui de casa, mesmo que seja minúsculo, mas nada disso importa, porque são coisas que não me incomodam, que não me machucam e o propósito disto aqui inicialmente é vomitar todos sentimentos que consomem minha sanidade mental.

Eu me lembro que eu não era assim. Eu sofria preconceito por ser gorda, as outras criancinhas me chamavam de nomes que me deixava triste, naquela época. Ser chamada de baleia, saco de cimento e coisas do estilo são coisas que atualmente me fazem ri e dizer “ok, obrigada, perfeição da natureza”. Eu não me importo mais com críticas desse nível. Eu tentava ter amigos, mas parecia um esforço em vão. Hoje eu percebo que os amigos aparecem quando você não quer ou está bem do jeito que está. Não consigo entender a lógica disso. Durante minha infância eu brinquei muito no parquinho que tinha lá no colégio, cantava musiquinhas infantis legais que não sei se ensinam mais, brincava de tintas, de pintar, de cortar papeis. Todas essas coisas eram prazerosas. Todas essas coisas ainda são prazerosas. Tinha uma “tia” que tocava violão e cantava a música das borboletas. A gente ia pro gramado fora do colégio e ficava debaixo de uma árvore cantando. Tinha uns eventos temáticos no colégio quase sempre também. Lá tinha uma piscina, mas eu não me lembro de ter entrado nela. Eu odiava as meninas populares que olhavam feio pra mim e tacava xixi de macaco nelas e casca de cigarras. Lembro que naquela época eu ainda gostava do meu pai e que ele me levava pro colégio todas as manhãs.

Eu não tinha amigos, apenas alguns colegas que eu mal lembro os nomes. Depois eu mudei de colégio porque não tinha mais séries lá, fui pra um que as pessoas me achavam um monstro porque quando eu não estava satisfeita com algo, eu batia, brigava, xingava, não conseguia controlar a raiva. Fiquei só 2 anos lá. Mudei pra outro que achava que ia ser legal. Cheguei lá e não consegui fazer amizade com ninguém durante a segunda série. Na terceira eu falava com a Tereza Raquel, Rafael e Gustavo (são os que eu lembro o nome). Eu ainda era uma espécie agressiva, mas já estava melhorando meu convívio social. A Tereza Raquel era minha melhor amiga. Eu gostava do Rafael e do Gustavo, mas era aquela coisa de criança e tal. Na quarta série eu fiz uma besteira e tive que mudar de colégio de novo.

Mudei e as pessoas também tinham medo de mim. Eu ainda era agressiva. Lembro até hoje do dia que eu joguei refrigerante no cabelo da Letícia e do dia que eu soquei um menino que me pertubava. Nunca mais eu me importei com ofensas. Na quarta série eu me apaixonei pela primeira vez. Era um menino inteligente, com cabelo bagunçado, magrelo, super aleatório e usava óculos. Meu estereotipo masculino. Quando ele faltava, eu sentia um vazio imenso dentro de mim. Acho que em algum momento chegou aos ouvidos dele que eu gostava dele. Ele não gostava de mim do mesmo modo. Aprendi a superar. Na quinta série eu era super popular, tinha incontáveis “amigos”, foi um ano que eu me sentia interiormente preenchida, as coisas iam bem. Não me lembro ao certo o que aconteceu na sexta série, mas fui perdendo esses “amigos”. No ano seguinte mudei-me para o turno da manhã. Não conhecia absolutamente ninguém. Fui aos poucos tentando me entrosar. Foi o melhor ano da minha vida. Eu conheci ótimas pessoas. Thais e João Guilherme. A Thais era a minha metade, me ajudava quando eu tinha desmaios, ria de todas as coisas aleatórias que eu dizia, eu me sentia satisfeita só com essas duas pessoas. Fiz uma viagem de caravana a São Paulo e conheci muita, muita gente. João Guilherme gostava de animes e eu também. A Thais me entendia. Atualmente Guilherme foi para o nordeste e Thais acabou de voltar de Florianópolis. Não tenho tanto contato com ela, pois não é exatamente o tipo de amizade que eu consigo manter hoje em dia. Somente compartilhamos momentos vividos no passado e tentamos não esquecer uma das outras.

Oitava série foi um ano perturbado, eu novamente perdi contato com as pessoas que eu conheci durante a viagem. Colocava a vida pra frente, fazia RPG passava minhas tardes com a Talita e Bruna estudando na biblioteca. Eu só queria que aquele ano acabasse logo.

Ele acabou. Não fiz formatura. Fiquei feliz por me livrar daquele colégio. Fui pra outro. Também tive dificuldades de adaptação. Ninguém gostava de mim e eu me isolei. Tinha a Júlia. Eu gostava dela. Achava linda, atraente, inteligente, delicada.. Ah! Mudei de turma no meio do ano e se arrependimento matasse, não teria passado dos 14 anos. Continuei isolada, mas não me importava muito. Em agosto houve a festa do templo. Reencontrei com uma pessoa que estudou comigo em 2007. Rafael. Lembro que ficamos bastante tempo conversando como estava minha vida naquele momento. Ele pegou meu telefone e ligou alguns dias depois. O motivo pelo qual eu me importei por ter reencontrado ele é que Thais sempre me dizia que ele gostava de mim, e eu ignorava. Paguei pra ver se ainda era verdade. Tentei esquecer Júlia com a presença dele. E 2009 acabou. Em janeiro eu fui para a Disney, obrigada. 2010 foi um ótimo ano escolar. Eu não me importava com ninguém e me dava bem nas provas sem muito esforço. Esse ano, infelizmente, não está funcionando assim.

Vida de algodão doce

Essa é a parte em que eu falo sobre as coisas que me deixam boba alegre. Tinta, bolha de sabão, grama, piscina, cheiro de flor, árvores gigantes, balões voadores, roda gigante, parque de diversões coloridos, anatomia, piscina de bolinhas, escorregadores, pinta em aquarela, cachorros peludos em qualquer tamanho, origami, luzes coloridas piscantes ou não, pandas, corujas, pipa, coisas com as cores do arco íris/bandeira gay, pokemons, áurea boreal, veados, bambis, carrosséis, cachoeira, rios, bosques, pássaros, morangos, coisas amarelas e azuis, montanhas, vales, bonsais, jogo de tênis,girafas, hipopótamos, bob esponja, casa na árvore, águas vivas, coisas fluorescentes, girassóis, eclipses, balanço, bússolas, guarda chuvas, pontes, pára quedas, orvalho, borboletas, máscaras de bichos, jardins, bob esponja, canecas, precipitado, amendoim com cobertura de chocolate, doces doces doces, potes transparentes, lava lamps, suco com bastante gelo, bibliotecas com estantes hiperlotadas de livros, livros do Calvin, Snoopy, cerejeiras, bonecas russas, flores amarelas, vermelhas e azuis, universo (nebulosas), metrôs/trens, ursos de pelúcias gigantes, cama eslástica, canudos coloridos, escadas, dinossauros, sorvete, jujubas, pássaros voando alto, folhas caídas, reações químicas e o Rafael.

Vida de areia

Aquela parte em que dura o tempo suficiente pra se tornar inesquecível, sabe? Minhas colônias de férias. Sinto saudade de andar de bicicleta, patins e patinete, de jogar espiroball, construir castelos de areia, fazer pinturas, descer em escorregadores, subir naquela casinha dos parquinhos. Comer dindin e sujar a cara toda. Comer 20 algodões doces e dizer “me dá mais um, tio”. Brincar de Barbie era super legal.

Vida amorosa

Tudo começou com o Gustavo e Rafael. Foram os primeiros que eu necessitava da presença deles pra sentir um “algo mais”, mas como já disse, coisa de criança. Felipe então apareceu e me deixava leve com a presença dele. Eu gostava dele isoladamente, ninguém sabia, até que alguém descobriu e contou pra ele. Eu falei que gostava dele e entendi que não era recíproco. Desisti. Fiquei um tempo sem me interessar com esse tipo de coisa, até que apareceram o Luan, o Leonardo e o Caian. Uns pegas ali e de cá e eu tentei me apegar com o Leonardo, mas não deu, ele deixou claro que não queria. Luan me usava, fui perceber só depois de um tempo. Não lembro qual a ordem desses acontecimentos. O último foi o Caian. Eu gostava dele, achava-o lindo, mas ele não se importava. Eu parei de me importar também. Um ano depois apareceu no MSN dizendo que sentia muito e queria uma nova chance. Eu não dou uma nova chance pra me magoar. Ignorei. Esses três eu não tive nenhuma consideração afetiva, apenas carnal. Apareceram uns aí que não me lembro o nome que me queriam, mas eu não. Foi a vez do Pedro. Eu me lembro do momento em que nós no viramos no cinema e plock. Eu me lembro da segunda vez também, muito tempo depois, de outro plock. No parque da cidade. Foi a última vez, apesar de ter certeza que ano passado teria acontecido novamente se eu não tivesse metido a droga do sentimento no meio. Teve o Danilo, amor platônico também conta, né. Ele era magrelo, tinha cabelo bagunçado, inteligente e dizia coisas aleatórias. Ele sabia que eu era louca por ele, mas não tomei atitude e deixei pra lá. Doeu, claro, mas eu consegui superar. Teve o Carlos. Aquela escada nunca será mais a mesma. Eu não queria, mas sabia que ele queria, então trocar um pouco de saliva naquela época não fazia tão mal. Ele correu atrás de mim, depois desistiu, depois eu quis, depois eu desisti e nunca mais nos falamos. Teve a Mariana, mas...enfim. Teve a Bianca também, mas não deu em nada. Depois eu queria a Júlia, mas tive que enfiar a merda do sentimento no meio e não consegui agir. Aí apareceu o Rafael e estou na mesma há 2 anos. Maldito sentimento. Esqueci de mencionar um garoto aí, mas sem importância. Foi no verão de algum ano. Irrelevante. E teve a Rayane, que fazia espanhol comigo. Eu a achava atraente, só isso. Fui apaixonada pela Juliana (Juuuuuh), mas era uma paixão que não necessitava de contato. Ela compartilhava minhas loucuras. Pessoas aleatórias que eu peguei em shows e festas não conta, né? Porque eu nem lembro os nomes.

Vida familiar

Não me lembro da presença da minha mãe na minha infância antes de ir para a segunda série. Só me lembro do meu pai me levando pro colégio. Eu era solitária e passava as tardes com a empregada. Não tive muita presença familiar até hoje. Meu irmão ocupa o tempo dos meus pais e eles automaticamente se esquecem de mim. Meu pai me batia sem motivo. Minha mãe sempre foi passiva de qualquer situação. Eu gostava mesmo era da minha tia. O tempo nos afastou e estou há quase 3 anos sem vê-la. Quando eu era criança meus primos por parte de pai não gostavam de mim, acho. Hoje em dia eu gosto do Ricardo, mas faz muito tempo também que não falo com ele. Nunca senti necessidade de conviver com meus primos por parte de mãe. Passei a odiar minha avó parte de pai por causa do meu irmão e me afastei dela. Eu não gosto do meu pai. Ele nunca me pediu desculpas pelas coisas ruins que ele fez. Eu não gosto da minha mãe. Ela diz uma coisa e faz outra, ou diz que vai fazer algo, mas na verdade continua no comodismo. Meu irmão é um ser que serve para atrapalhar minha vida e causar conflitos entre eu e meus pais. Eu não consigo gostar de ninguém da minha família, excerto os primos por parte de mãe e pai.

Convívio social e o início da internet

Ele serve para nos tirar da bolha, para aprender a viver, para conhecer a realidade. Antes parecia a maior furada, parecia que isso só fazia mal e se isolar era a melhor opção. Não me lembro ao certo em que ano eu conheci o Gabriel (acho que 2003). Ele gostava de mim, escrevia cartas fofas e tudo mais, eu não gostava dele e só gostava das cartas porque eram coloridas. Quando ele se foi em minha vida eu entrei em desespero, chorei todas as noites, passei mais de um ano com dor emocional. Demorou muito para superar e jurei nunca mais desprezar sentimentos verdadeiros. Para controlar a minha tristeza eu comecei a usar internet. Naquela época ainda era discada e pra carregar uma página demorava mais de 2 minutos. Eu ficava brincando no site do iguinho e depois descobri o chat da UOL. Aquilo era perigoso, mas nunca aconteceu nada comigo, ainda bem. Existem pessoas maldosas do outro lado da rede. Aí teve o início da banda larga aqui em casa. Viciei em Ragnarok por causa de uma pessoa que me indicou. Isso foi em 2004. Fui viciada em ragnarok até início de 2007. Teve uma crise aqui em casa por causa da minha avó e troquei ragnarok pelos estudos e por sessões de RPG. Conheci pessoas interessantes na internet como a Evelyn e Lana. Hoje em dia Lana lê minhas crises amorosas e tenta me ajudar. Anteriormente eu já fazia vôlei e resolvi fazer no colégio durante um tempo, até final de 2007. Parei com as sessões de RPG no início de 2009. Concluí o espanhol no final de 2009, acho. Penso, atualmente, fazer novamente aulas de natação e aprender alemão. De 2004 até final do ano passado eu passava horas e horas na frente de um computador. Perdi um bom tempo da minha vida. Rafael reacendeu isso dentro de mim.

Férias de janeiro

Eu gostava de ir a Guarapari até 2007. Depois, de tanto anos indo lá, eu enjoei. Mas acho que foi nesse ano que eu recebi o melhor abraço de todos. Um abraço suado, que me protegia, que dava para sentir a alma da pessoa. Leandro. Não me lembro da conversa, me lembro da areia, do barulho do mar, de como eu estava vestida e como ele veio falar comigo. Nos reencontramos em 2008 em Guarapari, mas foi uma conversa rápida e depois, nunca mais.

Foi lá que eu aprendi a andar, segundo meus pais. Foi lá que coisas horríveis aconteceram. É lá o lugar que eu só pretendo voltar na eminência de minha morte, só para sentir nostalgia.

Atualmente

Atualmente eu tenho bons amigos, estudo com a esperança de conseguir algo bom na vida, tenho problemas psicológicos, sou cheia de manias, ainda gosto das coisas que gostava na infância e odeio o mundo da forma como ele é. Apaixonei-me pelo Rafael em abril de 2009 e o amo nos dias atuais.

Acho que vomitei muitas coisas hoje. É melhor parar por aqui.

Wednesday, 27 May 2009

é um saco mesmo.

mesmo hoje estando aquele dia ensolarado, bonito e contagiante, eu não me sinto bem. matei aula porque é muita pressão. prova de matemática e artes, eu nem sequer tinha encostado nos livros, e eu não posso ir mal de novo em matemática. comer chocolate não me faz bem também. com o tempo aprendemos o que te faz bem ou não. chocolate me dá vulnerabilidade a ter alergia. traduzindo.. no momento estou com alergia. tudo que eu queria é que sábado chegasse, pra eu poder curtir o povo que eu não vejo a séculos. mesmo morando "aqui do lado" no mínimo faz uns 4 meses que eu não dou as caras. as vezes eu enjoo das pessoas, mas as vezes eu também preciso delas. e pensar que "2009" não vai dar tempo de dizer "oi" pra mim. eu nunca estudei tanto na minha vida, eu nunca tirei notas tão baixas, eu nunca me senti tão sozinha por conta dos estudos. e pensar que foi uma alternativa de isolamento por não ter paciência com a vida medíocre dos outros. a minha também é, mas pelo menos eu cuido da minha da melhor maneira possível, ou pelo menos tento. eu não sou aquela idiotinha que sai pra beber, passa mal, se arrepende, mas continua fazendo isso, até porque eu nem bebo. prefiro o meu vício com remédios que me faz dormir mais que o normal, me deixa lesada e não se importar com nada as vezes - eu preciso aprender a ser menos responsável. e eu também não tô nem aí se eu morrer sem amigos. eu não faço questão de colecioná-los. amanhã será um novo dia, um novo dia igual a todos os outros que eu tive anteriormente. e eu tô sem saco pra nada. preciso de férias.